O que construí, e a versão honesta daquilo que foi mesmo meu em cada um.
Concealed
Agência
Três anos lá, de 2023 a 2026. Estes projetos são da Concealed e não meus — eu era um dos programadores neles. Nuns construí a maior parte; noutros resolvi coisas e segui caminho, e cada cartão diz qual foi o caso. Todos remetem para o artigo da Concealed, onde estão creditados o trabalho de design e o resto da equipa.
Aplicação web
Evolution Academy
Uma plataforma de aprendizagem para uma escola de poker. O conteúdo e as permissões vivem os dois no WordPress, portanto é um gestor que decide quem vê que aulas, podcasts e gravações, sem ter de passar por um programador. O aluno entra, recebe aquilo que o seu nível lhe abre, avança por uma coleção com o progresso guardado, e discute o assunto nos comentários por baixo.
ReactWordPressSupabase
O que fizProgramador principal. Quase toda a aplicação, de uma ponta à outra.
O site que está à frente da academia — os serviços de coaching dispostos como um calendário, uma página para cada pessoa da equipa, e os head coaches destacados com ases por trás. Todas as secções, conteúdo incluído, editam-se no WordPress, e o site volta a ser publicado a partir de lá sem ninguém ter de me ligar.
Next.jsWordPress
O que fizA construção do front-end, e o CMS em WordPress por trás dele. O meu primeiro projeto completo na Concealed.
Uma gráfica que funcionou quarenta e quatro anos a papel e memória, agora com um único fluxo de produção. Os operadores entram com um PIN para cada passo ficar rastreável, a expedição é validada por código QR, e a produção tem um quadro ao vivo do que está onde. A Concealed contabiliza duas horas poupadas por dia, e nenhum erro desde então.
ReactSupabase
O que fizTarefas full-stack ao longo da construção. Não fui o responsável neste.
Uma plataforma que torna a história e a cultura indígena australiana acessíveis a quem está de fora. A loja veio depois da construção original, e é essa a parte em que trabalhei.
Nuxt.jsShopify API
O que fizAs páginas da loja, através da API da Shopify.
Coisas que estou a construir no meu tempo, da primeira ideia até à coisa em si. Este espaço enche-se à medida que forem saindo.
Como trabalho
Processo
Como é que um projeto começa?
Dizes-me o que estás a construir e mais ou menos para quando. Se fizer sentido, marcamos uma chamada, eu defino o âmbito, e tens um preço fechado antes de começar seja o que for.
De que é que precisas da minha parte?
O que já tiveres — um design, uma folha de cálculo, um site antigo, um rabisco num guardanapo. Se não tiveres nada disso, é uma conversa, não é um impedimento.
Quanto tempo demora?
Um site de marketing leva normalmente duas a quatro semanas. Uma aplicação depende inteiramente do âmbito, e dou-te um número real em vez de um número otimista.
E quando alguma coisa deixa de funcionar?
Mandas-me mensagem e eu resolvo. Não há fila de tickets nem ninguém por quem passar — e é essa, em boa parte, a vantagem de contratar uma pessoa só.
A IA, e como a uso
Resposta direta
Usas IA para escrever o código?
Uso, todos os dias, e mais vale ouvires isso de mim do que ficares na dúvida. Escreve boa parte do primeiro rascunho. O que não faz é decidir o que a coisa é, como está montada, ou se está certa — e é essa a parte que estás a contratar.
Isso muda aquilo que eu recebo?
Muda a rapidez com que chega, não aquilo que chega. As mesmas convenções, a mesma revisão, a mesma leitura de cada linha antes de ela chegar sequer perto do teu site. Não sai nada que eu não me consiga sentar contigo a explicar.
Outro programador consegue pegar nisto mais tarde?
É esse o teste a que sujeito o código, e é aquele em que este tipo de trabalho costuma falhar. Estrutura convencional, as coisas com o nome daquilo que são, e nenhum truque esperto que só faça sentido a quem o escreveu. O repositório é teu, e não há lá nada que dependa de eu andar por perto para o explicar.
E se eu preferir que não uses?
Dizes-me no início e trabalhamos assim. O projeto é teu. Vai demorar mais, e o orçamento vai dizê-lo em voz alta em vez de o esconder.
A seguir
Diz-me o que vamos construir
Uma chamada, um orçamento fechado, e depois é pôr mãos à obra.
Começou como um favor a uns amigos, deu em aposta, e nunca mais parou.
A soft top de 7 pés. Já toda a gente tem uma.Ericeira. Toda a gente para na estátua.O mesmo grupo, ainda na água.
Como começou
Uns amigos arrastaram-me para uma aula no Cabedelo, na Figueira da Foz. O mar nesse dia não dava de todo para surfar e mesmo assim diverti-me como nunca. A escola tinha oferecido a primeira aula, o que me deixou com vergonha suficiente para pagar uma segunda — e algures nessa segunda aula decidi que era perfeitamente capaz de descobrir o resto sozinho.
A aposta
Os meus amigos compraram um pacote de aulas. Eu fiz as contas e vi que o mesmo dinheiro dava para uma prancha, e que o YouTube mais uma quantidade generosa de trambolhões tratava do resto. A discussão acabou em aposta: no verão seguinte íamos à Ericeira decidir quem tinha evoluído mais, o pacote ou o YouTube. Os locais mandaram-nos para uma praia de iniciados chamada Matadouro, e passámos a sessão inteira com demasiado medo do fundo de pedra para provar fosse o que fosse a quem quer que fosse. O Cabedelo é areia. Não ganhou ninguém.
Como vai
Quase dois anos depois, continua a ser o mesmo grupo. Já compraram todos a sua própria prancha, o que eu conto como vitória independentemente do que aconteceu no Matadouro. Num fim de semana o mar estava mau demais para ter piada e, em vez de irmos para casa, fizemos o Buy Greenland — um site satírico com uma pequena loja de merch. É mais ou menos assim que a coisa funciona agora: se o surf não dá, sai outra coisa qualquer.
Pico habitual
Cabedelo, Figueira da Foz
Aulas tiradas
Duas. Uma oferecida, outra por vergonha.
Prancha
Soft top de 7 pés — a que toda a gente acabou por comprar
Também na garagem
Soft top de 8 pés, para emprestar a estreantes
Reparação pendente
Uma Kelly Slater Sci-Fi 2.0, de momento em dois bocados
A aposta
Por decidir. Estávamos todos com medo das pedras.
Feito num dia de mar mau
Buy Greenland — site satírico, pequena loja de merch
Fora de serviço · 02
Vinte meses no exército
Três cursos abandonados, uma carrinha de mercadorias, e episódios a mais de The Punisher.
Formatura no fim da primeira parte da recruta. A Covid acrescentou mais dois meses depois disto.O meu grupo de combate. Treino, que era a maior parte disto.Três meses disto.
Como começou
Nessa altura já tinha desistido de três cursos — engenharia automóvel durou dois meses, jogos digitais e multimédia um ano, engenharia de dados ano e meio — e tinha enchido os intervalos com trabalho indiferenciado, incluindo uma temporada a transportar mercadoria pelo país. Alistei-me em 2020, à procura de uma dificuldade diferente. Também tinha visto uma quantidade considerável de The Punisher, e não vou fingir que não teve nada a ver.
Cinco meses de recruta
A recruta são três meses. A Covid interrompeu a minha, por isso arrastou-se de 2020 para 2021 e foram cinco. A fotografia da formatura no fim da primeira parte é uma das poucas que tenho de tudo aquilo.
Roménia
Colocado no Regimento de Infantaria N.º 14, em Viseu, onde fiquei até 2022, e pouco depois de chegar destacado para a Roménia na missão Tailored Forward Presence da NATO — três meses a treinar com o meu pelotão. Muito pouco daquilo teve alguma coisa de dramático. Foi frio, repetitivo, e feito ao lado de pessoas a quem ainda confiaria qualquer coisa. Foi ali que aprendi a continuar útil quando as luzes se apagam, e a levar uma coisa pela reta final aborrecida com o mesmo cuidado com que a comecei. Nenhuma das duas tem muito a ver com o que construo hoje; as duas têm tudo a ver com a forma como o termino.